|
No seio do pensamento fulgente da Doutrina Espírita, todos achamos motivação para encetar os passos da nossa verdadeira libertação. Com Allan Kardec, o alcandorado amigo e ínclito Codificador do Espiritismo, torna-se menos complexa essa azáfama para a manumissão anelada. O mundo seria mais leve, e a vida humana mais fácil de ser vivida se conseguíssemos entender e usufruir a sonhada liberdade. Libertar-se-ia a Ciência com o pensamento espírita se, ao encontrar o agente de tudo, o princípio inteligente do universo, o Espírito, se abstivesse de tudo atribuir somente aos fenômenos materiais, como princípio e fim de tudo. Verificaria, então, quão rica e grandiosa seria a visão científica, a partir do enriquecimento trazido pela constatação e valorização consciente do horizonte espiritual. Libertar-se-ia a Filosofia por meio do pensamento espírita, quando pousasse suas reflexões, fosse qual fosse a escola de pensamentos sustentada, na realidade do ser imortal, ao conceber que o pensamento é atributo da alma. A partir disso, se tornaria mais simples a compreensão de que tudo quanto existe no campo da matéria densa não passa das elaborações da mente, do psiquismo do ser espiritual. Entenderia o filósofo, sob a profunda luz espírita, que há um caminho menos agreste para a compreensão do ser e da existência, bem como o sentido de tudo isso, nos mundos disseminados pelos espaços. Libertar-se-ia a Fé Religiosa ante o pensamento espírita, qualquer que fosse a sua linha interpretativa dos fenômenos da alma, ao observar seriamente e penetrar o conhecimento das leis da natureza, base em que se apoia a estrutura espírita. Destronaria o interesse subalterno de dominação de consciências, valorizaria o trabalho de amadurecimento das consciências para a visão de Deus, o que aclararia a reflexão do crente para libertá-lo, por fim, da pieguice, do fanatismo, do fundamentalismo destrutivo. Atido à grandeza do pensamento espírita, Allan Kardec presenteia a humanidade com a ensancha de estabelecer a libertação das criaturas, graças ao conhecimento da verdade, o que confirmaria o ensinamento do Cristo Jesus. Se o conhecimento que estamos angariando na vida não nos é capaz de libertar da sombra generalizada, sombra do intelecto, sombra do sentimento, sombra da moral, algo está em equívoco. Ou esse conhecimento não é a expressão da verdade, ou, então, de nossa parte, não estamos assimilando devidamente seus conteúdos. É hora de despertar, nessa fase aziaga da experiência humana. Estamos perante o extravasar de loucuras sem dimensão; achamo-nos diante das explosões do egoísmo; encontramo-nos submetidos a um tempo de graves pelejas provocadas por incontáveis almas aturdidas, infelizes em si mesmas, que pesam sobre o psiquismo terrestre, espalhando o seu infortúnio. É tempo de cuidados intensos para a inadiável marcha. À frente de tudo isso, porém, raia o Sol portentoso do Espiritismo no cerne da Codificação de Kardec, que nos deverá aquecer e iluminar para a vitória, para a espiritual libertação. Agora, quando rendemos ao Mestre de Lyon as justíssimas homenagens pela contagem desses dois séculos de seu último berço no mundo, sob os céus que cantavam as pautas da liberdade, da igualdade e da fraternidade, unimo-nos em oração para agradecer ao Criador por esse ensejo e por nosso júbilo, júbilo da família espírita do mundo, reunida em Paris. Saudamos, pois, o Codificador, por haver-se tornado para nós o instrumento da liberdade que o Cristo anunciou para a humanidade inteira. Com os mais cordiais votos de progresso e de paz, sou o servidor de todas as horas, o sempre amigo |
|
pelo Espírito Gabriel Delanne - Mensagem psicografada pelo médium Raul Teixeira, por ocasião da sessão de encerramento do IV Congresso Espírita Mundial, em 05.10.2004, Paris-França. Em 04.06.2010. Do site: http://www.raulteixeira.com/ |
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
LIBERDADE COM O ESPIRITISMO
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
ESPECIAL I CONGRESSO ESPÍRITA ALAGOANO
Durante decênios do século XX o apóstolo do Evangelho Chico Xavier empreendeu sua missão terrena, como ponte do Alto, colaborando na disseminação das luzes lançadas pela Doutrina Espírita sobre o Evangelho e no entendimento das leis que regem a vida, para a construção do mundo de bem-aventuranças anunciado por Jesus, o Mundo de Regeneração.
Estamos agora neste novo tempo, onde o velho dá lugar ao novo, onde os padrões éticos e relacionais são questionados, discutidos e novos paradigmas são propostos baseados principalmente na idéia da imortalidade da alma e da reencarnação.
O I Congresso Espírita Alagoano tem como tema principal “A Transformação do Homem no Mundo de Regeneração” e como objetivo fazer seus participantes refletirem sobre pontos importantes do processo de construção de uma sociedade mais justa e igualitária baseada nos padrões morais e éticos estabelecidos por Jesus em seu Evangelho e revitalizados pela Codificação Espírita. EXPOSITORES CONFIRMADOS | |
| DIVALDO PEREIRA FRANCO
Conferencista e médium espírita de renome nacional e internacional. Já proferiu inumeráveis palestras no Brasil e no Exterior. Em 15 de agosto de 1952, junto com Nilson de Souza Pereira, fundou a casa de assistência Mansão do Caminho, responsável pela orientação e educação de mais de 33 mil crianças e adolescentes carentes. Como médium psicográfico já publicou mais de 200 obras espíritas. 01/07/2011 - 20h30min – Conferência: “A TRANSFORMAÇÃO DO HOMEM NA ERA DA REGENERAÇÃO” Local: Teatro Gustavo Leite – Centro de Convenções Público Alvo: ABERTO 02/7/2011 – 10h30min as 11h30min – Palestra “UNIÃO E UNIFICAÇÃO” Local: Auditório do Lar São Domingos Público Alvo: Dirigentes Espíritas (dois Representantes por Instituição Espírita do Estado). 02/07/2011 – SEMINÁRIO Local: Teatro Gustavo Leite – Centro de Convenções Público Alvo: CONGRESSISTAS – De 15h as 16h30min – 1ª Parte Seminário – De 16h30min as 17h – Intervalo – De 17h as 18h30min – 2ª Parte Seminário CESAR SOARES DOS REIS | |
| Presidente do Instituto de Cultura Espírita do Brasil, conselheiro da Cruzada dos Militares Espíritas e integra o conselho editorial da revista Cultura Espírita, organizações com sede no Rio de Janeiro, RJ. É autor e expositor espírita. 02/7/2011 – 10h50min as 11h30min – Palestra “A EVANGELIZAÇÃO NA CONSTRUÇÃO DO HOMEM DE BEM” Local: Teatro Gustavo Leite – Centro de Convenções Público Alvo: CONGRESSISTASANTONIO CESAR PERRI DE CARVALHO Diretor da Federação espírita brasileira e Secretário geral do seu Conselho Federativo Nacional, é também membro da Comissão executiva do Conselho Espírita Internacional, no qual ocupa o cargo de 1º tesoureiro. Expositor e autor de obras espíritas, é vice-presidente do Comitê do Movimento Em Defesa da Vida – Brasil sem Aborto. 03/7/2011 –9h50min as 10h30min – Palestra “AS ORGANIZAÇÕES ESPÍRITA NA ERA DA REGENERAÇÃO” Local: Teatro Gustavo Leite – Centro de Convenções Público Alvo: CONGRESSISTAS HAROLDO DUTRA DIAS Nascido em Minas Gerais, em 20 de setembro de 1971, é expositor espírita estudioso dos textos do Velho Testamento e do Novo Testamento, diretamente do grego, hebraico e aramaico, tradutor espírita do Novo testamento, publicado pela editora do Conselho Espírita internacional.
02/7/2011 – 9h50min as 10h30min – Palestra “A PARÁBOLA DO FESTIM DAS BODAS” Local: Teatro Gustavo Leite – Centro de Convenções Público Alvo: CONGRESSISTAS 03/7/2011 – 10h50min as 12h30min – Palestra “AS PROFECIAS APOCALÍPTICAS” Local: Teatro Gustavo Leite – Centro de Convenções Público Alvo: CONGRESSISTAS MARTA ANTUNES MOURA Diretora da Federação Espírita Brasileira e coordenadora da Área da Mediunidade nas Comissões Regionais do CFN da FEB, atua na área de pesquisa e educação espírita. Escreve para a Revista Reformador e é autora do livro Chico Xavier, o Obreiro do Senhor e Castro Alves, o Apóstolo da Liberdade. 02/7/2011 – 11h30min as 12h10min – Palestra “A MEDIUNIDADE COMO FERRAMENTA DE TRANSFORMAÇÃO” Local: Teatro Gustavo Leite – Centro de Convenções Público Alvo: CONGRESSISTASNESTOR MASOTTI Presidente da Federação Espírita Brasileira e Secretário Geral do Conselho Espírita Internacional, é expositor e dedicado trabalhador das atividades relacionadas à unificação espírita.
02/7/2011 – 09h30min as 10h30min – Palestra “MOVIMENTO ESPÍRITA NACIONAL E INTERNACIONAL” Local: Auditório do Lar São Domingos Público Alvo: Dirigentes Espíritas (dois Representantes por Instituição Espírita do Estado). EURIDES GOMES PORANGABA |
Diretor do Centro Espírita William Crookes, expositor espírita atuante em todo
o estado de Alagoas
e autor do livro Filho de Deus. Colaborador ativo do Movimento Espírita em Alagoas.
02/7/2011 – 9h10min as 9h50min – Palestra “MEUS DISCÍPULOS SERÃO
CONHECIDOS POR
MUITO SE AMAREM”
Local: Teatro Gustavo Leite – Centro de Convenções
Publicitário e consultor de empresas, Frederico Menezes é médium e escritor
um dos mais queridos e
requisitados expositores espíritas brasileiros, dirigi a Sociedade Espírita Casa
do Caminho onde
02/7/2011 – 8h30min as 9h10min – Palestra “A ERA DO ESPÍRITO IMORTAL”
Local: Teatro Gustavo Leite – Centro de Convenções
Espírita de Alagoas e expositor espírita com atuação em Alagoas e em outros
Estados. Colaborador
ativo do Movimento Espírita em Alagoas.
03/7/2011 – 8h30min as 9h10min – Palestra “REECARNAÇÃO E JUSTIÇA
DIVINA”
Local: Teatro Gustavo Leite – Centro de Convenções
EVANDRO NOLETO BEZERRA
Diretor da Federação Espírita Brasileira, editor da Revista Reformador, tradutor
das Obras Básicas
do Espiritismo e dos 12 volumes da Revista Espírita de Allan Kardec,
expositor espírita com
03/7/2011 – 9h10min as 10h50min – Palestra “LIVRO DOS ESPÍRITOS:
LEIS MORAIS EM
BUSCA DO HOMEM DE BEM”
Local: Teatro Gustavo Leite – Centro de Convenções
Diretor do Centro Espírita William Crookes, expositor espírita atuante em todo o estado de Alagoas
e autor do livro Filho de Deus. Colaborador ativo do Movimento Espírita em Alagoas.
02/7/2011 – 9h10min as 9h50min – Palestra “MEUS DISCÍPULOS SERÃO CONHECIDOS POR
MU
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Seminário da Evangelisação Infanto Juvenil
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
A Necessidade da Vida Social
A Ética Espírita
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
'Nosso lar', sucesso de bilheteria, ganha continuação
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Richard Simonetti lamenta em carta à revista Veja tom de deboche na reportagem sobre o filme Nosso Lar Carta para a revista VEJA – 01 09 2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
campanha contra o aborto. "Quem ama não mata!"
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
A mediunidade
quinta-feira, 27 de maio de 2010
8- DA PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS
OBJECTIVO DA ENCARNAÇÃO
Deus impõe aos espíritos a encarnação, com o objectivo de os fazer chegar à perfeição e colaborar, na parte que lhes toca, na obra da criação. Todos os espíritos são criados simples e ignorantes e instruem-se nas lutas e tribulações da vida corporal.
Os anjos, arcanjos, querubins, serafins são a representação, para os homens, daquelas almas que, pelo seu esforço, já atingiram a elevação espiritual. Os espíritos que seguem o caminho do bem nem por isso são espíritos perfeitos... precisam adquirir a experiência e os conhecimentos indispensáveis para alcançar a perfeição.
Os espíritos não podem conservar-se eternamente nas ordens inferiores, embora dependendo deles o progredirem mais ou menos rapidamente em busca da perfeição. Podem permanecer estacionários durante algum tempo, porém não retrogradam.
A encarnação é necessária para o duplo progresso - moral e intelectual - do espírito.
Uma só existência corporal é insuficiente para o espírito adquirir todo o bem que lhe falta e eliminar o mal que lhe sobra. Deus concede ao espírito tantas encarnações quantas as necessárias para ele atingir a perfeição.
Com a pluralidade das existências explica o homem todas as aparentes anomalias da vida humana; as diferenças sociais; as mortes permaturas; a desigualdade de aptidões intelectuais e morais. Desaparecem os preconceitos de raça e de casta, pois o mesmo espírito pode tornar a nascer rico ou pobre, capitalista ou proletário, chefe ou subordinado, livre ou escravo, homem ou mulher.
A reencarnação é um processo de aperfeiçoamento espiritual. Não há experiência reencarnatória sem motivo.
O pensamento reencarnacionista está inscrito na oração: Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sempre, tal é a lei.
Os espíritos melhoram-se evitando o mal e praticando o bem.
2. REENCARNAÇÃO
2.1. JUSTIÇA DA REENCARNAÇÃO
A reencarnação é a única forma racional por que se pode admitir a reparação das faltas cometidas e a evolução gradual dos seres.
Todos os espíritos tendem para a perfeição, e Deus lhes faculta os meios de alcançá-la, proporcionando-lhes as provações da vida corporal.
Se a sorte do homem se fixasse irrevogavelmente depois da morte, não seria uma única a balança em que Deus pesa as acções de todas as criaturas e não haveria imparcialidade no tratamento que a todas dispensa.
A doutrina da reencarnação é a única que corresponde à ideia que formamos da justiça de Deus para com os homens que se acham em condição moral inferior; a única que pode explicar o futuro e firmar as nossas esperanças, pois oferece-nos os meios de resgatarmos os nossos erros, por novas provações. A razão no-la indica e os espíritos a ensinam.
2.2. REENCARNAÇÃO E RESSURREIÇÃO
A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição. Criam eles que um homem que vivera podia reviver, sem saberem precisamente de que maneira o facto poderia dar-se.
A ressurreição dá ideia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a ciência demonstra ser materialmente impossível. A reencarnação é a volta da alma, ou espírito, à vida corpórea, mas noutro corpo, especialmente formado para ele, e que nada tem de comum com o antigo. A ressurreição podia ser aplicada a Lázaro, mas não a Elias, nem aos outros profetas.
2.3. REENCARNAÇÃO E METEMPSICOSE
O espírito não pode encarnar num corpo de animal, como entende a doutrina da metempsicose, pois isso seria retrogradar, e o espírito não retrograda. É falsa a ideia da metempsicose no sentido da transmigração directa da alma do animal para o homem, e reciprocamente, o que implicaria a ideia de uma retrogradação.
A reencarnação funda-se na marcha ascendente da natureza e na progressão do homem, dentro da sua própria espécie, o que em nada lhe diminui a dignidade.
Emmanuel explica que a doutrina da metempsicose surgiu com os egípcios, como reminiscência do seu doloroso degredo na face obscura do mundo terreno.
Pitágoras foi o primeiro personagem que introduziu na Grécia a doutrina dos renascimentos da alma. Ele tinha duas doutrinas: a reservada aos iniciados, que frequentavam os mistérios, e outra destinada ao povo, que deu nascimento ao erro da metempsicose.
2.4. REVISÃO HISTÓRICA SOBRE A TEORIA DAS VIDAS SUCESSIVAS
A doutrina das vidas sucessivas, ou reencarnação, é também chamada palingenesia, de duas palavras gregas - palin, de novo, e genesis, nascimento.
Foi formulada nos albores da civilização, na Índia. Os povos da Ásia e da Grécia acreditaram na imortalidade da alma e procuravam saber se fora criada no momento do nascimento ou se existia antes.
Nos Vedas e no Bhagavad Gita encontram-se citações sobre a pluralidade das vidas. A religião da Pérsia, o mazdeísmo, apresentava uma concepção muito elevada, a da redenção final, após várias provas expiatórias.
Platão apresenta, no Fedon, a teoria das vidas sucessivas, na afirmação "aprender é recordar".
A escola neo-platónica de Alexandria, com Plotino, Porfírio e Jâmblico, ensinava a reencarnação.
Os romanos, através de Virgílio e Ovídio, falam das vidas sucessivas.
Os gauleses praticavam a religião dos druidas e acreditavam na unidade de Deus e nas vidas sucessivas.
Descartes, Leibnitz e Kant tiveram certa intuição dessa doutrina.
O bramanismo, o budismo, o druidismo, o islamismo baseiam-se na crença das vidas sucessivas.
O cristianismo primitivo não abriu excepção à regra. Orígenes, Clemente de Alexandria e a maior parte dos cristãos dos primeiros séculos admitiam a doutrina da palingenesia.
2.5. A REENCARNAÇÃO NA BÍBLIA E NOS EVANGELHOS
A ideia das vidas anteriores era geralmente admitida entre os hebreus.
A Bíblia e os Evangelhos apresentam inúmeras citações que indicam a doutrina das vidas sucessivas.
Isaías, cap. XXVI, v.19: "Aqueles do vosso povo a quem a morte foi dada viverão de novo; aqueles que estavam mortos em meio a mim ressuscitarão".
Job, cap. XIV, v.10 a 14: "Quando o homem está morto, vive sempre; acabando os dias da minha existência terrestre, esperarei, porquanto a ela voltarei de novo".
S. Mateus, cap. XVI, v.13 a 17 - S. Marcos, cap. VIII, v. 27 a 30: "... porque uns diziam que João Baptista ressuscitara dentre os mortos; outros que aparecera Elias; e outros que um dos antigos profetas ressuscitara...".
S. Mateus, cap. XVII, v.10 a 13; S. Marcos, cap. IX, v.11 a 13: "... É verdade que Elias há-de vir e restabelecer todas as coisas, mas eu vos declaro que Elias já veio e eles não o conheceram e o trataram como lhes aprouve... Então seus discípulos compreenderam que fora de João Baptista que ele falara".
S. João, cap. III, v.1 a 12: "... Jesus lhe respondeu: "Em verdade, em verdade, digo-te, ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo".
Disse-lhe Nicodemos: "Como pode nascer um homem já velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, para nascer segunda vez?". Retorquiu-lhe Jesus: ... "Não te admires de que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo"...
Respondeu-lhe Nicodemos: "Como pode isso fazer-se?". Jesus lhe observou: "Pois quê! És mestre em Israel e ignoras estas coisas?"...
Esta última observação de Jesus demonstra que a reencarnação era ensinada aos intelectuais da época.
Existiam ensinos secretos, reservados aos iniciados, que foram compilados nas diferentes obras dos hebreus e que constituem a Cabala.
Sob o nome de ressurreição, era a reencarnação ponto de uma das crenças fundamentais dos judeus.
Sem o princípio da preexistência da alma e da pluralidade das existências são ininteligíveis, na sua maioria, as máximas do Evangelho. Somente o princípio da reencarnação dará a essas máximas o sentido verdadeiro.
2.6. REENCARNAÇÃO E EVOLUÇÃO ANÍMICA
O princípio inteligente, distinto do princípio material, individualiza-se e elabora-se, passando pelos diversos graus da animalidade. É aí que a alma ensaia para a vida e desenvolve, pelo exercício, as suas primeiras faculdades. Chegada ao grau de desenvolvimento que esse estado comporta, ela recebe as faculdades especiais que constituem a alma humana.
O que constitui o homem espiritual não é a sua origem são os atributos especiais de que ele se apresenta dotado ao entrar na humanidade. Por haver passado pela fieira da animalidade, o homem não deixaria de ser homem; já não seria animal, como o fruto não é a raiz, como o sábio não é o feto informe que o pôs no mundo.
Uma cadeia ascendente e contínua liga todas as criações, o mineral ao vegetal, o vegetal ao animal, e este ao ente humano...
A alma elabora-se no seio dos organismos rudimentares. No animal está apenas em estado embrionário; no homem adquire conhecimento e não mais pode retrogradar.
A finalidade da alma é o desenvolvimento de todas as faculdades a ela inerentes. Para consegui-lo, ela é obrigada a encarnar grande número de vezes na Terra, a fim de acendrar as suas faculdades morais e intelectuais. É mediante uma evolução ininterrupta, a partir das formas de vida mais rudimentares, até à condição humana, que o princípio pensante conquista, lentamente, a sua individualidade. Chegado a esse estágio, cumpre-lhe fazer eclodir a sua espiritualidade, dominando os instintos remanescentes da sua passagem pelas formas inferiores, a fim de elevar-se, na série das transformações, para destinos sempre mais altos.
2.7. REENCARNAÇÃO E EVOLUÇÃO DO HOMEM
À medida que o espírito se purifica, o corpo que o reveste aproxima-se igualmente da natureza espírita. Torna-se-lhe menos densa a matéria... menos grosseiras se lhe fazem as necessidades físicas.
Da purificação do espírito decorre o aperfeiçoamento moral para os seres que eles constituem, quando encarnados.
Quanto menos material o corpo, menos sujeito às vicissitudes que o desorganizam. Quanto mais puro o espírito, menos paixões a miná-lo.
3. DA VOLTA DO ESPÍRITO, EXTINTA A VIDA CORPORAL, À VIDA ESPIRITUAL
No intervalo das existências corporais o espírito torna a entrar no mundo espiritual. Aí é feliz ou desgraçado, conforme o bem ou o mal que fez.
O estado corporal é transitório e passageiro. O estado espiritual é o estado definitivo do espírito. É neste estado, sobretudo, que o espírito colhe os frutos do progresso realizado pelo trabalho da encarnação.
A situação da alma, depois da morte, é regida por uma lei de justiça infalível, segundo a qual os seres se encontram em condições de existência que são rigorosamente determinadas pelo seu grau evolutivo e pelos esforços que faz para melhorar.
A morte do corpo físico é que determina a partida do espírito, não é a partida do espírito que causa a morte do corpo. Por um efeito contrário, a união do perispírito e da matéria carnal, que se efectuara sob a influência do princípio vital do gérmen, cessa desde que esse princípio deixa de actuar, em consequência da desorganização do corpo.
Essa separação pode ser rápida, fácil, suave e insensível ou poderá ser lenta, laboriosa, horrivelmente penosa, conforme o estado moral do espírito.
Durante a vida, o espírito está preso ao corpo pelo seu perispírito. A morte é a destruição do corpo, somente, não a desse outro invólucro, que do corpo se separa quando cessa neste a vida orgânica.
A actividade intelectual e moral, a elevação dos pensamentos operam um começo de desprendimento, mesmo durante a vida do corpo.
Na agonia, a alma, algumas vezes, já tem deixado o corpo; nada mais há que a vida orgânica.
Por ocasião da morte, tudo, a princípio, é confuso. De algum tempo precisa a alma para entrar no conhecimento de si mesma. A lucidez das ideias e a memória do passado lhe voltam à medida que se apaga a influência da matéria que ela acaba de abandonar.
Muito variável é o tempo que dura a perturbação que se segue à morte.
A perturbação que se segue à morte nada tem de penosa para o homem de bem; para aquele cuja consciência ainda não está pura, a perturbação é cheia de ansiedade e de angústias, que aumentam à medida que ele da sua situação se compenetra.
A alma desencarnada procura, naturalmente, as actividades que lhe eram predilectas nos círculos da vida material.
O homem desencarnado procura, ansiosamente, no espaço, as aglomerações afins com o seu pensamento, de modo a continuar o mesmo género de vida abandonado na Terra. Daí a necessidade de encararmos todas as nossas actividades no mundo como tarefa de preparação para a vida espiritual, sendo indispensável à nossa felicidade, além do sepulcro, que tenhamos um coração sempre puro.
O conhecimento do espiritismo grande influência tem na duração mais ou menos longa da perturbação espiritual após a morte, pois o espírito já antecipadamente compreendia a sua situação. Mas a prática do bem e a consciência pura são o que maior influência exercem.
ANOTAÇÕES E INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS:
- (1) AMORIM, Deolindo - O ESPIRITISMO E AS DOUTRINAS ESPIRITUALISTAS, Cap. VI, 3.ª edição, Livraria Ghignone Editora.
- (2) DELANNE, Gabriel - A REENCARNAÇÃO, Cap. I e XIV, edição da Federação Espírita Brasileira.
- (3) DELANNE, Gabriel - A EVOLUÇÃO ANÍMICA, Introdução, 4.ª Edição da Federação Espírita Brasileira.
- (4) DENIS, León - DEPOIS DA MORTE, Parte Segunda, XI - 8.ª edição da Federação Espírita Brasileira.
- (5) DENIS, León - O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR, Segunda Parte, Cap. XIII e XVII, 11.ª edição da Federação Espírita Brasileira.
- (6) DENIS, León - O ALÉM E A SOBREVIVÊNCIA DO SER, "Estudos sobre a reencarnação ou as vidas sucessivas", 3.ª edição da Federação Espírita Brasileira.
- (7) EMMANUEL - A CAMINHO DA LUZ, psicografia de Francisco Cândido Xavier, Cap. III, 4.ª edição da Federação Espírita Brasileira.
- (8) EMMANUEL - O CONSOLADOR, psicografia de Francisco Cândido Xavier, questão n.º 148, 4.ª edição da Federação Espírita Brasileira.
- (9) KARDEC, Allan - O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Parte Segunda, Cap. II e Cap. XI, 44.ª edição da Federação Espírita Brasileira.
- (10) KARDEC, Allan - O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Cap. IV, 77.ª edição da Federação Espírita Brasileira.
- (11) KARDEC, Allan - O CÉU E O INFERNO, 1.ª Parte, Cap. III, 23.ª edição (popular) da Federação Espírita Brasileira.
- (12) KARDEC, Allan - A GÉNESE, Cap. I e XI, 19.ª Edição (popular) da Federação Espírita Brasileira.
- (13) MELO, Mário Cavalcanti de e IMBASSAHY, Carlos - REENCARNAÇÃO E SUAS PROVAS, Primeira Parte, pág.
. Minissérie da Globo com temática espírita
CINCO LEMBRETES ANTI-SUICÍDIO
A morte não significa o fim da vida, mas somente uma passagem para uma outra vida: a espiritual.
2. Os problemas não acabam com a morte.
Eles são provas ou expiações, que nos possibilitam a evolução espiritual, quando os enfrentamos com coragem e serenidade. Quem acredita estar escapando dos problemas pela porta do suicídio está somente adiando a situação.
3. O sofrimento não acaba com a morte.
O suicídio só faz aumentar o sofrimento. Os espíritos de suicidas que puderam se comunicar conosco descrevem as dores terríveis que tiveram de sofrer, ao adentrar o Mundo Espiritual, devido ao rompimento abrupto dos liames entre o Espírito e o corpo. Para alguns suicidas o desligamento é tão difícil, que eles chegam a sentir seu corpo se decompondo. Além disso, há o remorso por ter transgredido gravemente a lei de Deus, perante a qual suicidar-se equivale a cometer um assassinato.
4. A morte não apaga nossas falhas.
A responsabilidade pelas faltas cometidas é inevitável e intransferível. Elas permanecem em nossa consciência até que a reparemos.
5. A Doutrina Espírita propicia esperança e consolação quando oferece a certeza da continuidade infinita da vida, que é tanto mais feliz quanto melhor suportamos as provas do presente.
livro: Palavras Simples, Verdades Profundas.
Rita Folker - EME Editora
MUITOS ESPÍRITAS ESTÃO DESENCARNANDO MAL
A culpa e os pesares da consciência são maiores quanto melhor o homem sabe o que faz. Kardec conclui primorosamente este ensinamento, afirmando que "a responsabilidade é proporcional aos meios de que ele [o homem] dispõe para compreender o bem e o mal. Assim, mais culpado é, aos olhos de Deus, o homem instruído que pratica uma simples injustiça, do que o selvagem ignorante que se entrega aos seus instintos" (1)
Há uma frase atribuída a Chico Xavier que diz o seguinte: "os espíritas estão morrendo mal". De fato: "Muitos espíritas estão desencarnando em situações deploráveis, recebendo socorro em sanatórios no Plano Maior da Vida em virtude das péssimas condições morais e psíquicas em que se encontram." (2) No livro Vozes do Grande Além, Sayão, um pioneiro do Espiritismo no Brasil, afirma que "nas vastidões obscuras das esferas inferiores, choram os soldados que perderam inadvertidamente a oportunidade da vitória. São aqueles companheiros nossos que transitaram no luminoso carreiro da Doutrina, exigindo baixasse o Céu até eles, sem coragem para o sacrifício de se elevarem até o Céu. Permutando valores eternos pelo prato de lentilhas da facilidade humana, precipitaram-se no velho rochedo da desilusão." (3)
Aos espíritas sinceros e/ou simpatizantes do Espiritismo precisamos alertar: "Ninguém tem o direito de acender uma candeia e ocultá-la sob o alqueire, quando há o predomínio de sombras solicitando claridade". (4) Muitos espíritas que, presunçosamente, se autoavaliam equilibrados estão desencarnando muito mal. Nessas condições, estão os espíritas desonestos, adúlteros, mentirosos, ambiciosos, mercantilistas inescrupulosos das obras espíritas, os tirânicos dos Centros Espíritas, os que trabalham nas hostes espíritas só para auferirem vantagens pessoais, os supostos médiuns que ficam ricos com a venda de livros de baixíssimo nível doutrinário, etc., etc. Este último aspecto preocupa muito, pois, atualmente, existe uma enxurrada de publicações de livros "psicografados" que não passam de ficções de péssima qualidade. Livros com erros absurdos de gramática, assuntos empolados, idéias desconexas, oriundas dos subprodutos de mentes doentes, de médiuns e/ou supostos "espíritos", que visam tirar dinheiro dos neófitos com a venda de tais entulhos antidoutrinários, mas que enchem os olhos dos incautos pela imaginação fantasiosa.
Insistentes, esses aparentes "psicógrafos" ou despreparados "espíritos" estão construindo denso universo de sombras sobre o Projeto Kardeciano, confundindo pessoas inexperientes, que batem à nossa porta em busca de esclarecimento e consolação. Esses "médiuns" e/ou "espíritos inferiores" ocultam, sob o empolamento (enganação), o vazio de suas idéias esquisitas. Usam de uma linguagem pretensiosa, ridícula, obscura, forçando a barra para que pareça profunda.
Até quando? Eis a questão! O tempo urge.
E-Mail: jorgehessen@gmail.com
Site: http://jorgehessen.net
Blog: http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com
FONTES:
(1) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2000, perg. 637
(2) Franco, Divaldo Pereira. Tormentos da Obsessão, ditado pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, Bahia: Editora: Livraria Espírita Alvorada, 2006, 8ª edição
(3) Xavier, Francisco Cândido. Vozes do Grande Além, ditado por Espíritos diversos, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2 ª edição, 1974
(4) Divaldo Pereira. Tormentos da Obsessão, ditado pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, Bahia: Editora: Livraria Espírita Alvorada, 2006, 8ª edição
Leia mais: http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com/2010/03/muitos-espiritas-estao-desencarnando.html#ixzz0oaUxEII6
Ritos e Doutrina Espírita
Poderiam me ajudar?"
Marcos Inacio
Ademir Luiz Xavier Junior
As polêmicas envolvendo o Espiritismo
Wellington Balbo – Bauru - SP
Na última semana foram duas polêmicas envolvendo o Espiritismo. A primeira com os jogadores do Santos Futebol Clube que se recusaram a entrar em instituição espírita para distribuição de ovos de páscoa. Os atletas merecidamente foram criticados pela opinião pública. Sem querer fizeram o espiritismo entrar na mídia esportiva. Foram debates acalorados em diversos programas e até rasgados elogios do comentarista Neto, da TV Bandeirantes, ao nosso querido Chico Xavier.
Como pode perceber o caro leitor, o feitiço virou contra o feiticeiro. A segunda e mais recente polêmica refere-se a ingênua reportagem da revista SUPERINTERESSANTE tentando desmerecer a figura notável de Chico Xavier. Obviamente não obtiveram êxito. A vida de Chico é um hino à verdade. Sem contar que o médium mineiro é cidadão do mundo, amado pelas pessoas independentemente de religião. Prova disso é o sucesso do filme sobre a sua vida que vem lotando os cinemas do Brasil. Chico é muito maior que essas querelas. Constatamos que o editor e a jornalista da SUPERINTERESSANTE foram muito inocentes na elaboração da matéria. Não pesquisaram e expuseram-se ao ridículo.
Sempre digo aos alunos: Vai estudar, menino! Vai estudar pra não falar besteira! Os responsáveis pela revista falaram muita besteira.
Aconselho-os: Vão estudar, vão estudar pra não escrever besteiras!
Os espíritas naturalmente mostraram indignação diante de tamanhas abobrinhas. Richard Simonetti, um dos grandes pensadores espíritas da atualidade, tratou de jogar luz no assunto e elaborou esclarecedora carta ao editor da revista. A manifestação do escritor bauruense está “voando baixo” pela internet. Alamar Régis e outros espíritas também manifestaram a opinião de forma contundente contra a reportagem.
Excelente essas manifestações, pois vemos a Doutrina Espírita recebendo atenção. Certamente inúmeras pessoas irão ler sobre as polêmicas e buscar verificar quem está com a razão. Quem sabe surgirão mais estudiosos das leis da vida tão bem explicadas pela espiritualidade.
A propósito, lembro-me de um comentário de Kardec que consta na obra Viagem Espírita em 1862. Narra o codificador que um pregador aventurou-se na tribuna e sem piedade levantou vozes contra o espiritismo. Pregava entusiasmado: Espiritismo é coisa do demônio! Doutrina anticristã!
No entanto, a platéia que o escutava jamais ouvira falar de Doutrina Espírita. O desavisado pregador atiçou a curiosidade das pessoas presentes na platéia para conhecer o tal de Espiritismo. Conta Kardec que algum tempo depois naquele local nascia um grupo de estudos para conhecer a Doutrina Espírita que fora tão mal apresentada pelo orador.
As críticas infundadas e os absurdos que atualmente algumas pessoas cometem contra o Espiritismo irão alçá-lo cada vez mais ao patamar de destaque que merece, porquanto os críticos serão combatidos e surpreendidos em suas incoerências por estudiosos da doutrina codificada por Allan Kardec que, diga-se de passagem, jamais se calarão ante asneiras proferidas por palpiteiros de plantão.
Os atletas do Santos e jornalistas da SUPERINTERESSANTE obviamente não sabem que em sua ignorância, à semelhança daquele pregador desinformado, abriram mais janelas para a penetração das idéias que tentaram combater. Pela excelência de seus princípios o Espiritismo entrará por essas brechas abertas pelos desavisados, quer eles queiram ou não.
Fonte:www.garanhunsespirita.com.br
NOTA DE GARANHUNS ESPÍRITA: Reputamos de grande importância o artigo enviado por Sônia
A Propósito das Homenagens a Chico Xavier

por Cláudio Luciano
Por que, no mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons? “Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão.” (01)
"Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus." (02)
Muito se tem falado e escrito sobre as homenagens pelo centenário do nascimento de Francisco Cândido Xavier: são artigos, palestras, filmes, eventos dos mais diversos e em diversas partes do nosso país, quiçá do planeta. Alguns defendem ardorosamente e outros a combatem como a uma praga.
Acho que o amigo leitor já deve ter percebido, pelas citações acima, a tendência que seguirá este modesto artigo: sou a favor!
Vemos todos os dias, a criatura humana homenagear pessoas, encarnadas ou desencarnadas, algumas notoriamente equivocadas em sua conduta. Vemos criminosos serem admirados por seus feitos, como se fossem heróis, Hobins Hoods modernos.
Lembro bem que, há alguns anos, propuseram a construção de uma estátua para Lampião, o Rei do Cangaço e foi a maior confusão, principalmente, porque um dos soldados que participou da morte de Lampião ainda estava vivo (se ainda está, não sei) e criticou duramente a idéia: homenagear um assassino!
Muito se tem dito que Chico “deve estar sofrendo com isso” — será mesmo? Alguém já recebeu mensagens dele, dele mesmo (03), destaco, afirmando isso? Todos nós sabemos que o Chico era e é muito humilde, mas isso não invalida a lembrança dos seus feitos. Muito pelo contrário, vem reforçar a necessidade de divulgá-los para todo o mundo.
Ora, é bastante curioso que vivemos reclamando que ninguém faz o bem, que só os maus conseguem vitórias. A mídia, principalmente, adora divulgar tudo o que não presta em nosso mundo e quando surge a oportunidade de divulgar a vida e a obra de alguém que fez e faz realmente a diferença, surgem críticas de todos os lados?
Terá Chico passado procuração para as pessoas falarem em nome dele dizendo que não queria homenagens?
Quando encarnado, ele recebeu várias homenagens e não foi grosso com ninguém. Soube ser humilde! O único cuidado que é preciso ter é com o endeusamento ao médium. Isso deve passar longe de nossas mentes. Se fosse católico, já teria sido canonizado como o segundo santo brasileiro, e como até os Espíritas têm essa mania de endeusar médiuns, é preciso muito cuidado.
Homenagear Chico é mostrar ao mundo que existem pessoas boas que fazem o Bem conforme os preceitos do Evangelho.
Homenagear Chico é mostrar ao mundo um corajoso e valoroso médium Espírita que o mundo conheceu; que soube caminhar por entre pedras e espinhos, entre pessoas de diversas classes, que não criticou a crença de ninguém e que, nem mesmo desencarnado, deixa de ser alvo de críticas e o pior, dos próprios Espíritas!
O único senão, com o qual concordamos, é o custo dos eventos: têm de ser barateados, caso contrário estaremos elitizando o Movimento Espírita. Não é preciso realizar congressos em locais caríssimos sob o pretexto de conforto. Eventos Espíritas tem de ser abertos ao público de todas as classes e ponto final.
Fizeram um filme sobre Chico? Que bom! Deveriam fazer uns dez ou mais! Ora, esta! Corremos ao cinema para assistir filmes de monstros, guerras, vampiros, paixões de Cristo e não podemos ter um filme Espírita, por conta da humildade de Chico? Todo ano, no mês de abril deveríamos comemorar o nascimento de Chico, para que ninguém esqueça da sua história.
Quem não se lembra quando Fernando Collor de Melo o visitou? Teve gente criticando o Chico por isso. Ainda mais essa! Quando artistas famosos o visitavam? Tinha gente falando mal do Chico.
Se Chico tivesse sido um criminoso famoso, já teria vários filmes, peças, livros e por ai vai.
Vamos sim, prestar homenagens ao Chico, um legítimo apóstolo de Jesus para que a luz dele brilhe, como determinou Jesus: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.”
A humildade é um anjo mudo, afirma André Luiz e o Chico sempre foi mudo, sempre foi esse anjo!
Agora, será que deveríamos deixar em branco a lembrança de Chico somente porque ele é humilde de coração? Então vamos esquecer também de Kardec, chamado por Flamarion de “o bom senso encarnado” e não nos preocuparmos com a história do Espiritismo no Brasil e no mundo, até que um dia alguém pergunte: quem foi esse tal de Chico? Nunca ouvi falar! Vamos esquecer Bezerra, Yvonne Pereira e tantos outros legítimos seguidores do Cristo de Deus?
Ou será que preferimos os heróis que morreram de overdose?


